quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Você é um Verdadeiro Discípulo de Jesus?

A palavra "discípulo" aparece centenas de vezes no Novo Testamento, onde é usada para descrever os seguidores de Jesus com muito mais freqüência do que "cristão" ou "crente". Um discípulo é uma "pessoa que segue os ensinamentos de um mestre" (Dicionário da Bíblia Almeida). Visto que o mestre dos cristãos é o próprio Jesus, o verdadeiro discípulo aprende e segue a vontade do Filho de Deus. Mas, será que todos que se dizem cristãos são verdadeiros discípulos do Senhor? Ao invés de olhar para outros e criticar hipócritas, vamos examinar as nossas próprias atitudes e ações para ver se nós realmente somos discípulos de Jesus.


Como Jesus Define o Discípulo

Três dos relatos do evangelho incluem as palavras desafiadoras do Cristo: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23; veja Mateus 16:24; Marcos 8:34).

Encontramos aqui três elementos essenciais do verdadeiro discipulado, que apresentam desafios enormes:

Negar a si mesmo. Enquanto o mundo e muitas religiões começam com o egoísmo do homem, Jesus exige a auto-negação. As igrejas dos homens convidam as pessoas a realizar seus sonhos de riqueza, felicidade sentimental e posições de honra, mas a mensagem do Senhor é outra. Ele pede que a pessoa negue os seus próprios desejos para fazer a vontade dele.

Tomar a sua própria cruz. Jesus veio para oferecer a vida, mas o caminho para a vida passa pelo vale da morte. Não somente a morte do Cristo, mas a nossa também. Paulo disse: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:19-20).

Seguir a Jesus. Várias religiões e filosofias exigem sacrifício e auto-negação. Algumas ensinam "preceitos e doutrinas dos homens" e "rigor ascético" que proíbem coisas que Jesus não proíbe (Colossenses 2:20-23). O benefício não vem de auto-negação em si, ou simplesmente de tomar qualquer cruz. Jesus Cristo é o único caminho que leva à vida eterna (Atos 4:12).

Neste estudo, vamos considerar algumas aplicações práticas destes princípios.

Seguir a Jesus, Não aos Homens: Lealdade

A relação de discípulo e mestre tem sido explorada por homens em muitos movimentos religiosos. O raciocínio é relativamente simples. Tirando alguns versículos do contexto e torcendo um pouquinho o sentido de outros, é fácil ensinar aos adeptos a necessidade de submissão quase absoluta aos homens. Considere esta abordagem: "O discípulo não está acima do seu mestre.... Basta ao discípulo ser como o seu mestre...." (Mateus 10:24-25).

Alguns homens na igreja são chamados "mestres" (Atos 13:1; Efésios 4:11; Hebreus 5:12; Tiago 3:1). João teve discípulos (João 1:35). Devemos obedecer aos nossos guias (ou líderes, NVI) e ser submissos a eles (Hebreus 13:17). Utilizando tais versículos, torna-se fácil obrigar os mais novos na fé a seguir quase que cegamente a liderança de homens supostamente espirituais. Vários movimentos religiosos se baseiam em sistemas de discipulado nos quais cada "discípulo" é guiado por um "mestre" ou "discipulador", numa pirâmide ou hierarquia de autoridade humana.

Há vários problemas com este tipo de discipulado:

Investe autoridade excessiva em homens.

A palavra traduzida "mestre" quer dizer, na maioria das vezes, "professor".

A ênfase está no ensinamento da palavra, não na autoridade de uma pessoa sobre outras.

Quando se trata de uma relação que envolve autoridade, as palavras de Jesus são claras e estabelecem a regra que precisamos aplicar hoje: "Vós, porém, não sereis chamados mestres [rabis, NVI], porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos" (Mateus 23:8).

Esquece as qualificações dadas por Deus para os líderes.

Num sentido limitado, Deus deu responsabilidade de liderança a alguns homens na igreja. No primeiro século, os apóstolos guiavam as igrejas por instrução inspirada e pelo exemplo de imitação de Jesus (1 Coríntios 11:1). Eles iniciaram a prática de escolher presbíteros (também chamados "bispos" e "pastores"-veja Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3; Efésios 4:11) em cada igreja (Atos 14:23; Tito 1:5).

Poucos homens demonstram as qualificações exigidas por Deus para exercer a função de presbítero ou pastor (veja 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Estes homens têm a responsabilidade de cuidar e presidir ou liderar a igreja (1 Timóteo 3:5; 5:17). São os guias que velam pelas almas das ovelhas (Hebreus 13:17).

Ignora as limitações na liderança dos pastores.

Mesmo nas igrejas que têm bispos qualificados, estes são limitados na maneira de guiar ou liderar a igreja. Não têm autoridade absoluta, arbitrária ou despótica. Eles não ditam regras; pelo contrário, mostram um exemplo de como seguir as regras do Supremo Pastor (1 Pedro 5:1-4).

Confunde o papel de evangelistas.

Evangelistas são homens que pregam a boa nova (o evangelho). A autoridade deles é limitada ao trabalho de ensinar, corrigir e exortar pela palavra. As cartas de Paulo aos evangelistas Timóteo e Tito apresentam um modelo de homens que vivem vidas exemplares e pregam fielmente a palavra pura de Jesus (1 Timóteo 4:12-16; 2 Timóteo 4:1-5).

Nada sugere uma posição de superioridade sobre os irmãos.

Homens que querem "melhorar" o plano de Deus e dominar sobre outros procurarão apoio nas Escrituras, pervertendo o sentido da palavra do Senhor. Todos os cristãos devem lembrar que temos um só Mestre, e que todos nós somos irmãos (Mateus 23:8).

Assumir Compromisso com Jesus: Conversão

Ser discípulo de Jesus exige um compromisso sério com ele. Em Mateus 28:18-20, Jesus destaca dois aspectos deste compromisso:

Batismo para entrar em comunhão com Deus

(veja também Atos 22:16; Gálatas 3:27; Romanos 6:3-7).

Obediência absoluta aos ensinamentos de Jesus.

Muitas pessoas se dizem seguidores de Jesus sem dar os primeiros passos de obediência à palavra dele. Para sermos discípulos verdadeiros, temos de apresentar os nossos corpos como sacrifícios a ele, sendo transformados e renovados pela palavra do Senhor (Romanos 12:1-2).

Imitar o Caráter do Cristo: Proceder

Uma vez que reconhecemos Jesus como o nosso Mestre, devemos aprender das palavras e do exemplo dele. Um dos propósitos da vinda dele à terra é apresentado em 1 Pedro 2:21-22- "...Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado...."

Como discípulos do perfeito Mestre, devemos nos esforçar para desenvolver o caráter dele, tornando-nos
"co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:4).

Assim procuraremos pensar como Jesus pensa, e agir como ele agiria. Que desafio!

Respeitar a Autoridade do Mestre: Obediência

O entendimento da relação do discípulo com o Mestre naturalmente criará em nós um respeito profundo pela vontade do Senhor. Enquanto outros defendem muitas práticas erradas, dizendo que Deus não as proibiu, o discípulo fiel examina com mais cuidado e percebe que a Bíblia não é um livro de proibição e, sim, de permissão.

Ao invés de tentar justificar a sua própria vontade, o seguidor de Jesus se limita às coisas que Deus permite, as coisas autorizadas nas Escrituras. Ele percebe, pelo estudo da palavra, que não devemos ultrapassar o que Deus revelou, pois tal abordagem aumenta a arrogância ao invés de demonstrar a humildade de servos do Senhor (1 Coríntios 4:6).

Pessoas egoístas seguirão a sua própria sabedoria e dirão que têm liberdade para tratar a Bíblia como uma mensagem "dinâmica" que se adapta à circunstância atual (Provérbios 14:12; Jeremias 10:23; 1 Samuel 13:12).

Mas as pessoas espirituais mostrarão respeito maior para com Deus, sabendo que ele é perfeito e perfeitamente capaz de revelar sua vontade aos homens "uma vez para sempre" (Judas 3) para os habilitar "para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).

O servo fiel entende que o Mestre Jesus recebeu autoridade para mudar a lei, fazendo o que não fora autorizado anteriormente (Hebreus 7:11-14). Mas o discípulo humilde jamais ousaria mudar a lei ou ultrapassar o ensinamento de Jesus (2 João 9).

Buscar a Unidade que Jesus Pede: Cooperação

Jesus quer a unidade dos seus discípulos (João 17:20-23). Esta cooperação não vem por estruturas e regras humanas, e sim por amor a Deus. Homens podem forçar uma conformidade superficial por regras e sistemas de organização e controle.

Deus trabalha de outra forma. Ele confia na sua própria palavra para criar a unidade que ele quer (1 Coríntios 1:10). Se cada discípulo continua se aproximando do Senhor, naturalmente estará se unindo cada vez mais aos outros discípulos verdadeiros.

Cristãos se reunindo em congregações locais edificam e encorajam um ao outro (Efésios 4:16; Hebreus 10:23-25). Divisão vem quando pessoas seguem diversas revelações (Isaías 19:2-3), ou seguem líderes humanos e não o próprio Senhor (1 Coríntios 1:11-13). Cristo morreu por nós. Somos batizados em Cristo. Ele é o nosso Mestre e o foco das nossas vidas!

Produzir Fruto: Perseverança e Crescimento

O discípulo de Jesus produz fruto (João 15:8). Pelo fato que aceita a palavra de bom e reto coração, e desenvolve a sua fé com perseverança, ele se torna frutífero (Lucas 8:15).

O discípulo produz fruto pelas boas obras que faz (Tito 3:14; Efésios 2:10). Produzimos fruto quando obedecemos ao nosso Senhor (Lucas 6:46), progredindo com perseverança (Hebreus 12:1).

Sejamos Discípulos de Jesus!

Reconhecendo o amor de Jesus para conosco, livremo-nos dos sistemas de domínio inventados por homens que querem liderar seus próprios discípulos.

Porém, esta liberdade não nos deixa sem responsabilidade de servir. O verdadeiro discípulo de Jesus fará sempre a vontade do Bom Mestre!

http://www.adcwchurch.com/estudo.asp?id=291

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando Tudo Dá Errado: O exemplo de Jó

Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."


Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.

Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.

De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.

Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).

O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.

Pessoas boas sofrem

Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.

O diabo quer nos derrubar com nosso sofrimento

O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para o vencer (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.

Amigos nem sempre ajudam

Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.

Deus não explica tudo

Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afirma que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).

Depois do sofrimento, vêm as bênçãos

O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.

Fiéis no sofrimento

Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

por Dennis Allan

http://www.estudosdabiblia.net/d71.htm

domingo, 15 de agosto de 2010

UM DEUS QUE PERDOA


Deus se esquece dos nossos pecados, Deus não é como os homens que vivem apontando os pecados alheios. Geralmente em discussões entre casais ou brigas em família as pessoas usam as faltas cometidas por um contra o outro. “você mentiu para mim!”, você me enganou certa vez!”, “eu nunca vou esquecer aquilo que você me fez!”, “eu nunca vou te perdoar!” são frases comuns em discussões. As pessoas guardam as mágoas pelos erros cometidos contra elas em seus corações, e atacam com essas lembranças quando novas brigas surgem, mas Deus não é assim, ele conhece todos os seus pecados, mesmo os que você cometeu em segredo, Ele tem ciência de todos eles e está disposto a perdoar e se esquecer de cada um.

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.”ISAÍAS 43:25

Digamos que hoje à noite você fosse se encontrar com Deus para dizer-lhe que você gostaria de viver uma vida de acordo com a vontade Dele. Você entraria em uma sala e lá estaria Deus, ao chegar perto dele você começaria a falar:
- Oi Deus, tudo bom? Sabe como é né Deus, eu andei pensando bastante e gostaria de viver uma vida melhor, de acordo com seus ensinamentos, sua vontade…
Peraí!- Exclamaria Deus – Como é seu nome mesmo?
- Meu nome é “José da Silva”. Responderia você
- Espere um segundo – diria o Senhor e começaria a procurar em seus arquivos – José, da Silva…Hummm …Achei, aqui está, José da Silva, 27 anos, nascido em São Paulo – Brasil, tem um cachorro chamado Sansão, bonito nome por sinal, e no momento está namorando uma garota chamada Sara… he he he, tome cuidado, “as Saras” são um tanto ciumentas – brincaria Deus com você.
Você não se espantaria tanto, afinal Ele é Deus, portanto deve saber tudo sobre sua vida.
E Deus continuaria
- Espere um pouco José, estou vendo aqui que você roubou a bola de seu amigo aos 11 anos de idade… – Antes que você começasse a se explicar Ele continuaria:
- E tem mais, aos 13 você bateu em um colega da escola, aos 14 xingou sua mãe de uma palavra que me recuso a pronunciar, aos 17 trapaceou seu amigo para conseguir um emprego, aos 18 passou alguns cheques sem fundo de propósito, aos 19 traiu sua namorada, ameaçou o seu pai e adorou outros “deuses”… e ainda tem mais…
Nessa hora Deus abriria um arquivo do Word com todas as mentiras que você contou até o dia de hoje e lhe falaria:
- Olha aqui José, eu ia imprimir essas suas mentiras para você levar para casa e pensar um pouco, mas não tenho nem tanto papel nem cartuchos de tinta suficientes para isso.
Você já completamente envergonhado, mas Deus falaria mais:
- Não acredito José! Você fuma!!! Que isso! Por isso que eu senti o cheiro de cigarro quando você entrou, além de fumar está escrito aqui que você já experimentou drogas… Ah José, para mim isso já é suficiente, sinto muito José, mas desse jeito não dá, o cristianismo não é para você. Por que você não tenta ser monge tibetano ou algo assim?
E você totalmente cabisbaixo deixaria a sala de Deus e voltaria a sua vida normal.
Será que Deus agiria dessa maneira?

Eu lhe respondo: NUNCA!!! Jamais Deus faria isso, ou agiria de modo semelhante, a Bíblia nos fala sobre como Deus nos trata mesmo sendo nós pecadores:

“Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades.”SALMOS 103:10

Deus quer você do jeito que você é, ele aceita você do jeito que você estiver, mentiroso, fumante, drogado, ladrão, adúltero… Deus o aceita como você é, mas se recusa a deixá-lo desse jeito.
Um melhor exemplo de seu diálogo com Deus seria assim:
Você entraria na sala de Deus e lhe diria:
- Olá Deus meu nome é Jo….
- EU sei – lhe interromperia Deus – Você é o José, meu filho amado, que bom que você deixou um pouco de lado suas ocupações e veio conversar comigo.
Um tanto surpreso você continuaria – É , eu sou o José. Eu ouvi falar do senhor Deus e gostaria de viver de acordo com seus ensinamentos que estão na bíblia, mas eu já menti muito e…
- Sem “mas” – diria Deus – eu já me esqueci de todos os seus pecados no momento em que você se arrependeu deles e decidiu me procurar, seu passado para mim é agora mais branco que a neve.
Você se alegraria e perguntaria a Deus – Mas o que devo fazer daqui para frente?
Deus responderia – Leia a Bíblia, procure aprender mais sobre mim, Ame a mim sobre todas as coisas e ao teu próximo como a você mesmo…Aceite a Jesus como seu Senhor e Salvador e venha sempre falar comigo, estando alegre ou triste, amargurado o animado, sempre me procure, eu estarei sempre pronto a te ouvir em qualquer situação ou lugar que você esteja, venha sempre falar comigo, pois eu gosto muito de falar com você.
Seu coração se encheria de alegria, você agradeceria a Deus, falaria para Deus que cumpriria a vontade Dele e antes que você se virasse para voltar às ocupações de sua vida, e Ele lhe diria as palavras que Jesus disse a mulher adúltera: Agora vá e não peque mais.
Temos que estar bem atentos ao que Jesus disse a mulher adultera: “Vá e não peque mais”
Isso não quer dizer que se pecarmos Deus descumprirá sua parte conosco e na sua Ira lançará um raio sobre nossas cabeças ou nos condenará para sempre, porém Deus não gosta do pecado, nossos pecados nos afastam Dele, mas Deus sempre estará disposto a perdoar-nos se realmente nos arrependermos e buscarmos Seu perdão de todo coração. Ser cristão não é somente nos arrependermos daquilo que fizemos, mas nos arrependermos daquilo que somos.

Isso quer dizer que posso roubar, matar e fazer o que eu quiser que é só pedir perdão para Deus de todo coração que está tudo bem?
Não, claro que não, Deus não nos livra da conseqüência de nosso pecado, e todo pecado possui sua conseqüência. Se roubarmos, devemos pagar, e responder por aquilo que roubamos. Se matarmos, devemos responder por essa morte, a Lei de Deus não invalida a lei dos homens. Além de que, como já dito, Deus detesta o pecado e só nos perdoa se realmente nos arrependermos de nossos pecados, e se arrepender significa estar disposto a não pecar novamente.

ISAÍAS 59:2 “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”

A Bíblia nos afirma que todos pecaram e você, enquanto pecador, está separado de Deus, por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.

Pois todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus
Romanos 3:23

http://www.jesushoje.com/um-deus-que-perdoa/

sábado, 14 de agosto de 2010

Deus Pode Esquecer-Se?






PERGUNTA: "E jamais Me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades." (Heb. 10:17). Nós sabemos que Deus perdoa os pecados do Seu povo, mas será que se esquece deles?


RESPOSTA: Parece que sim. O nosso texto sugere que Ele não se lembrará dos pecados cometidos pelos Seus filhos contra Ele (Isa. 43:25). Os crentes têm sempre encontrado muito consolo neste bendito pensamento.

     Porém Deus depois insta para que nós perdoemos semelhantemente os outros, “perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efé. 4:32). Isto não sugere que nós também devemos perdoar e esquecer? O leitor talvez esteja a pensar, "Mas não imagina o que eles me fizeram!" Certo, mas terá sido mais do que foi feito a Deus quando os homens crucificaram o Seu Filho? Lembre-se de que a promessa de Deus em perdoar e esquecer os pecados do Seu povo inclui também o homicídio violento do Seu amado Filho.

     Nós somos tentados a pensar, “Bem, para Deus é fácil esquecer”, mas não é verdade. Deus diz dos pecados dos descrentes: “Eu NÃO ME ESQUECEREI de TODAS as suas obras” (Amós 8:7). Como é que então este Deus, que Se lembra de tudo, Se esquece dos nossos pecados? A memória d’Ele terá um interruptor de conveniência "on/off" que Lhe facilita perdoar e esquecer? Se sim, então nós, que não temos tal interruptor, temos desculpa de não nos esquecermos quando perdoamos. Mas se Deus tivesse tal interruptor, Ele não poderia apagar o Calvário da Sua memória, ou interrogar-Se sobre porque é que o Seu Filho teve de morrer? Porém é impossível Deus esquecer-Se da Cruz, pois Apocalipse 5:6 combina com João 20:27  para revelar que o corpo ressurrecto do Senhor terá sempre as cicatrizes da Cruz, tornando impossível que Deus – ou nós -  se esqueça do Seu sacrifício pelos nossos pecados.

     Qual é então a resposta para a nossa questão? Deus pode esquecer-Se dos nossos pecados? Talvez o leitor tenha notado que nós nunca lemos que Deus Se esquecerá dos pecados do Seu povo, mas antes que Ele não Se lembrará deles. Por um acto deliberado da Sua vontade Ele escolhe actuar para connosco COMO SE tivesse-Se esquecido dos nossos pecados, tomando por base o sangue da Cruz. É assim que Ele perdoa completamente os nossos pecados. E se temos de perdoar os outros “como” Deus nos perdoou, então também temos de escolher actuar com os outros como se tivéssemos de perdoar completamente as suas transgressões contra nós como se delas nos tivéssemos esquecido – tomando também por base o sangue derramado de Cristo. Assim e só assim se pode perdoar completamente os outros – um elevado patamar espiritual, sem dúvida.

     Que Deus nos ajude a começarmos o novo dia com uma nova página limpa de “toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémia e toda a malícia” (Efé. 4:31).

http://www.iqc.pt/forum-questorio/deus-pode-esquecer-se.html

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ele Vem - Ministério Ouvir e Crer

Maná - A providência e o poder de Deus - (Ref.: Êxodo 16. 15)

Maná (Hebraico: מָ‏ן man) significa seiva de tamarisco. (foto anexa)

O nome maná é uma expressão hebraica, é uma interrogação  o que é isto? Pois os filhos de Israel não sabiam o que era.


E é assim que a providência e o poder de Deus se manifesta em nossas vidas, não sabemos o que é e nem como se sucede só sabemos que vem de Deus, não podemos questionar o poder de Deus.

O maná era como semente de coentro; era branco e tinha o sabor de mel e azeite fresco (Exodo 16.31 e Números 11.8-9).

Era moído, cozinhado, em panelas e dele fazia bolos.

Isto nos revela a sua atuação em nossas vidas, pois ele pode ser como uma semente que debaixo da terra do nosso coração pode brotar e se tornar uma árvore muito frutífera, de coentro pois tempera a parte insípida de nossa vida, branco porque ele traz clareza ao que está em oculto, com sabor de mel porque ele pode se manifestar de uma maneira doce e suave e de azeite fresco, o azeite se refere a unção, então o poder de Deus traz unção para nossas vidas.

O maná pode ser visto como a providência e o poder de Deus e de onde ele vem, o poder e providência de Deus vem do alto, não de homens nem de seus próprios esforço, não vem de demônios, ele vem do alto de Deus.

O povo poderia esperar que providência de Deus brotasse do chão ou até mesmo podiam esperar que os peixes saltassem da água, porém antes o povo teve que olhar para o alto. E é para lá que devemos estar olhando na hora da provação, na hora da necessidade na hora da fome e desespero espirituais, não devemos olhar para baixo nem para os lados e sim para o alto de onde vem o poder, devemos olhar para o alto de onde vem o poder de Deus, devemos olhar para cruz de Cristo de onde vem a nossa salvação, se repararmos o povo que viu Cristo crucificado, eles tiveram que olhar para cima, a nossa salvação vem de cima.

Nem devemos olhar para homens para podermos realizar a obra de Deus, devemos clamar ao dono da seara para que mande cefeiros.

Se percebermos para se obter o maná era necessário que o povo saísse ao redor do acampamento e recolher, pois havia um local e um horário para isto. Além disto, deveria preparar o maná.

Então chegamos a conclusão de que a provisão divina envolve a nossa participação, como foi preciso remover a pedra para que o morto Lázaro fosse ressuscitado e Marta foi exortada a crer e mandar que removessem a pedra para que visse a glória de Deus. Precisamos remover a pedra para que vejamos a glória de Deus, precisamos crer e segundo a palavra de Deus jogar a rede.

Hoje temos o verdadeiro Pão do céu, Jesus é o verdadeiro Pão do céu. (João 6. 31-35)

Devemos sempre estar comendo deste pão, pois ele traz vida ele nos dá força e nos sustenta, pois ele é o verbo que se fez carne, a palavra de Deus é o que nos alimenta (Deuteronômio 8. 3)

Êxodo 16. 12 e Mateus 6. 32

Deus sabe das nossas necessidades, não precisamos nos angustiar, não devemos murmurar, precisamos apenas crer e esperar quando não houver nada que possamos fazer, pois Deus manifestará o seu poder em nossas vidas.

Êxodo 16. 19 e 20 e Mateus 6. 11

Deus cuida de nós a cada dia, não devemos ficar receosos do dia de amanhã, devemos andar com Jesus dia após dia para que cada vez andemos com passos mais firmes e tendo a certeza que o mais Ele fará.

Elaborado por Luciano S. Brito

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Bênção do Livro de Ester

No primeiro capítulo do pequeno livro de Ester nem se fala na própria Ester. Apenas relata-se um acontecimento entre o rei Assuero e rainha Vasti. Uma festa no palácio, o rei festejando com os príncipes e servos, e Vasti em outra sala festejando com as mulheres. Bebam à vontade! - dizia o rei - tem vinho real em abundância!


Depois de quatro dias de festa o rei já estava com o pé redondo, cara cheia, ou embriagado, para os mais cultos. Ou melhor ainda, com coração alegre do vinho, como cita a Bíblia.
Como em toda festa que tem álcool, o resultado sempre tende a ser desastroso, o rei começa a se exibir. Vamos imaginar a cena:
- Mulher é aquilo que eu tenho em casa! O resto é conversa! - Pede pra este povo que está aí sem fazer nada (eunucos) trazer minha esposa, para eu mostrar pra galera o que é mulher de verdade! - Bota umas roupas decente, hein! Não esqueça da coroa.

Com certeza não foram estas palavras. Mas podemos imaginar que para uma pessoa bêbada, não deve ter sido muito diferente disto.
A rainha Vasti, porém, recusou a atender à ordem do rei, pelo que o rei muito se enfureceu. O rei deve ter ficado com a cara no chão. Então perguntou aos "sábios" o que fazer, e obteve a seguinte resposta:
- Olha, majestade, o que sua esposa fez foi muito feio, e sem falar que ela deu um testemunho horrível! Já imaginou o que nossas esposas vão pensar? Não vai ter mulher neste reino que vai obedecer aos seus maridos.Se eu fosse vossa excelência, dava uma lição na rainha, para servir de exemplo para todas as mulheres. Vossa excelência nunca mais deveria olhar para esta mulher e deveria encontrar outra que seja melhor do que ela para ser a nova rainha.
E assim fez o rei...

E cadê a Ester nesta história?

É ai que vem a melhor parte! Ester nem em sonho imaginava o que estava acontecendo no palácio. Ela estava levando sua vida junto ao primo Mordecai, pois seus pais tinham morrido e o primo a havia adotado. Ester era esbelta e formosa. Devia ser daquelas que paravam o trânsito de camelos na época.
O que devemos atentar aqui é o fato de duas histórias estarem acontecendo ao mesmo tempo: a órfã Ester de um lado, e os bochichos no palácio do outro.
Mas desde a antiguidade já se via e ouvia falar de um Deus que trabalha enquanto dormimos. Um Deus que conhece nosso passado, trabalha com o nosso presente e prepara-nos um futuro de paz e esperança.

Nem Ester e nem o rei imaginavam o que estava por vir, mas O Guarda de Israel, aquele que não dormita, estava atento e já preparava a salvação de seu povo, assim como fez com a cruz, a qual preparou antes mesmo da fundação do mundo.
E agora exatamente neste minuto, eu não sei o que está acontecendo ao meu redor. Existe ou vai existir uma trama para acabar com o meu povo ou comigo? Está para acontecer outra catástrofe como o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro? Outra onda gigante? Quem saberá responder?
Não precisamos destas resposta quando sabemos em quem temos crido, quando podemos crer no amanhã. Deus já está lá preparando tudo para que seus filhos cheguem em segurança, senão ele não teria dito “vou lhes preparar um lugar”.

Assim como Ester, vivemos nossas vidas sem saber o que está acontecendo no oculto. Mas Aquele ao qual todas as coisas estão nuas e patentes diante de Seus olhos sabe, conhece aqueles que intentam mal contra seus filhos, e os livra.
Voltando a história: Passando a ressaca do rei, ele se lembrou que estava sem rainha e mandou promover um concurso de beleza onde ele elegeria a mais nova rainha.
Como Ester era formosa, os guardas a levaram junto com outras donzelas para o palácio. Mas Ester não revelou de qual povo pertencia, a pedido de seu primo.
Ester teve tratamento vip no palácio, pois Deus sempre abre as portas quando é propósito dEle, assim como fez com Daniel e seus amigos, e com José no Egito.

Logo chegou o grande dia da escolha. Adivinha!
E o rei amou a Ester mais do que a todas mulheres, e ela alcançou graça e favor diante dele mais do que todas as virgens; de sorte que lhe pôs sobre a cabeça a coroa real, e a fez rainha em lugar de Vasti. (Ester 2:17).

Creio que temos aqui nesta situação algo implícito que podemos aproveitar. Deus não tira alguém do anonimato e coloca junto aos príncipes só para agradar a carne. Mas podemos ter certeza que é para cumprir um propósito dEle.
Mas o que Ester não sabia é que ela tinha um inimigo cujo nome era Hamã. Ele não era inimigo direto dela, mas sim de todo o povo escolhido, assim como nosso inimigo hoje.
Hamã odiava Mordecai, o primo de Ester, por ele não inclinar-se perante ele. E isto não é nada diferente do nosso inimigo atual, que desejou que nosso Mestre se prostrasse diante de seus pés, e nos odeia quando não nos prostramos diante dele através das coisas deste mundo.

Hamã elaborou um plano diabólico para destruir o povo de Deus. Mas como sempre, Deus já havia antecipado em preparar a provisão para o Seu povo. Deus tirou o sono do rei durante a noite, para que ele lesse o livro das crônicas e achasse o nome de Mordecai, primo de Ester, e descobrisse que estava em dívida para com ele, pois Mordecai tinha salvo a vida do rei em outras épocas.

Como nós somos pretensiosos para com os planos de Deus, às vezes esperamos que a salvação virá através de um anjo com espada flamejante, ou fogo do céu. Mas um detalhe que poderia passar desapercebido por todos, pode mostrar as ações de Deus. Não é à toa que Ele nos exorta em Is.55:8 "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos,os meus pensamentos mais altos do que os vossos". Seria porque Ele é Deus e nós não?

Quantas vezes reclamamos por um pneu furado, sem saber que pode ser a ação de Deus para nos proteger de algo pior. Quantas reclamações por chaves perdidas, doenças e coisas que até parecem ruins no momento, mas logo descobrimos que foram para nosso bem. Quem não tem uma história deste tipo, que levante e atire a primeira pedra da incredulidade! Não é por acaso que a palavra nos exorta a dar graças em tudo.
Devemos nos lembrar que Ele já está lá. E sendo um Deus bom, não podemos esperar nada que não seja bom, proveniente da sua divina bondade, sua benignidade eterna. Devemos nos prostrar com os rostos no chão e pedir perdão ao nosso Pai por muitas vezes duvidar disto com as nossas reclamações.

Ester uniu-se com o primo para proteger seu povo. Quantas bênçãos encontramos quando protegemos e cuidamos do povo de Deus, o nosso povo! “Apascenta minhas ovelhas”, foi o pedido de nosso Mestre para demonstrarmos nosso amor para com Ele.
- “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” Embora o nome de Deus não seja mencionado em todo o livro de Ester, a presença do Senhor está evidente na fé de Mordecai e no seu reconhecimento de que ela chegou no palácio com um propósito.

Olho para onde me encontro neste momento e faço esta pergunta a mim mesmo: Quem sabe não foi para um propósito maior do que eu possa imaginar, que Deus me colocou neste lugar ou nesta situação?
Para o filho remido que deseja fazer a vontade do Pai, não tem hora e nem lugar. Sabe que, se está respirando, tem projeto de Deus para sua vida; nunca coloca a benção acima do abençoador, mas procura usar a benção para ser abençoador.

Ao final deste livro temos como resultado o inimigo humilhado, os filhos sendo usados para a salvação de um povo, e um povo festejando a vitória sobre o inimigo e a salvação.
Que receita maravilhosa! Como é magnífica a escritura! Como relata a realidade do povo eleito e escolhido pelo nosso Maravilhoso Deus!

Posso ir para cama hoje e dormir o sono dos justos. Amanhã é outro dia e meu Pai já terá passado por lá e preparado o caminho. Estará comigo amanhã, como está agora e esteve ontem. Este é o tipo de coisa que somente um filho pode entender. Coisa que para o mundo é ilógico, mas por ser ilógico é que necessita de fé. De fé em fé lá vamos nós!

Nosso Pai é soberano, tem o controle de todas as coisas. Não me preocupo se tem alguém tramando o mal contra mim. Não tenho controle sobre todas as coisas. Na realidade, não tenho controle sobre nada! Por isto descanso no meu Senhor. Quem impedirá o Seu agir?

As coisas ocultas pertencem a Deus. Eu tenho paz, a verdadeira paz. Sabe por que?

A resposta esta aqui: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti". (Is 26:3)

Eu bem sei em quem tenho crido. Aleluia!

Dorian Anderson Soutto