quinta-feira, 25 de julho de 2013

ADORAÇÃO E ORAÇÃO


Adoração
A palavra ADORAÇÂO significa encurvar-se (Ex 20:4 e 5)
Ao contrário do que muitas vezes pensamos, louvor, adoração e música não são a mesma coisa, apesar de estarem ligados.
O Louvor é a exaltação, a glorificação de Deus, é bendizer a Deus pelo que Ele é e por seus feitos (Sl 103, 104).
A Música nasce por causa do louvor, é um instrumento, uma forma de louvar a Deus.
E a Adoração é a reação de uma pessoa diante da presença manifesta de Deus, que é onipresente, está em todos os lugares, mas não presença manifesta.
Então: o louvor através da música atrai a presença manifesta de Deus e como resultado nós o adoramos, nos prostramos, nos rendemos diante da presença do único que é digno, o nosso Senhor Jesus.

Oração
A oração é a oportunidade dada por Deus aos seus filhos de se aproximarem dele. Por ser uma conversa com Deus , a oração é o caminho para construir um relacionamento pessoal com o Senhor.
A oração e a palavra de Deus caminham juntos. Quando oramos nós falamos com Deus e muitas vezes a resposta vem através da leitura e meditação na bíblia, palavras que Ele mesmo nos deixou para podermos conhecê-lo e conhecer a Sua vontade.
Através da oração:
 - Construímos um relacionamento intimo com Deus, o que nos permite reconhecer a Sua vontade.(Lc 6:12);
 - Colocamos nossas necessidades diante de Deus. Ele não promete providenciar tudo o que desejamos, mas prove tudo o que precisamos, pois é um Pai amoroso. (Lc11:9 a 13);
- Somos consolados (Sl 86:4 a 7);
- Podemos vigiar para não cair em tentação (Mt 26:41);
- Podemos confiar na direção do Espírito Santo,que nos ensina a orar e que intercede por nós(Rm 8:26).
A resposta de Deus, as vezes parece diferente do que é esperado ou desejado, ou ainda pode demorar a vir. Ela pode ser SIM, NÃO ou ESPERE. Nós enxergamos a vida de um ponto de vista limitado e finito.Só o Senhor é capaz de ver o inicio e o fim de todas as coisas, por isso sempre devemos orar para que a vontade Dele prevaleça (Mt 6:10).


Thaynara Cristina da Silva - Santo Antônio da Platina

terça-feira, 16 de julho de 2013

PEDRO – "O DISCÍPULO QUE FUGIU DA VERDADE "

Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. E Pedro estava da parte de  fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro. Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.” (João 18.15-17).

“E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.
E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele?
E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.” (João 18.25-27)”

Às vezes a fuga não é física, mas espiritual, é o que veremos neste e no próximo capítulo. Pedro seguiu Jesus enquanto Ele era levado preso pelos homens, portanto, em um primeiro  momento ele não fugiu. Na verdade pouco tempo antes falou que jamais abandonaria Jesus, e no Getsêmani chegou a cortar a orelha de um soldado para retardar a captura de Cristo. No entanto, em um determinado momento, cumpriu-se a Palavra de Jesus que previa o momento em que Pedro o negaria três vezes.
Quando ali naquele momento tão delicado, foi questionado a respeito de quem era e foi reconhecido como um dos seguidores do messias, Pedro não titubeou: falou que não era ele, que nada tinha a ver com o Salvador.

Da mesma forma em várias situações somos instados a mentir, a fugir da verdade por medo de sermos reconhecidos como cristãos, como seguidores do Messias. O que muitas vezes esquecemos que a Palavra fala de quem é o pai da mentira, quem realmente se beneficia com ela:

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8.44)

Para o diabo, trabalhar com a mentira é um caminho mais fácil, para nos afastar de Deus. A mentira não é autossustentável e por isso precisa sempre de uma nova e maior, é uma espécie de ciclo vicioso, abismo chama abismo. Quando você menos percebe está preso em um emaranhado de intrigas e farsas que dificilmente sairá sem se machucar e  machucar a outros.
No trabalho, na escola, em casa, não queremos ser medidos e vigiados, queremos viver à vontade, sem sermos julgados ou analisados. É sabido que quando sabem que somos crentes, somos olhados de outra forma, somos cobrados a termos uma postura diferente. Por isso, às vezes, nos acovardamos e escondemos nossa identidade.

Diz a Bíblia que quando Pedro negou pela última vez que era seguidor de Cristo, conforme Jesus havia previsto, o galo cantou e ele lembrou da palavra do mestre dizendo que o negaria. Diz a Bíblia que Pedro chorou amargamente. Sua vida só voltaria ao normal depois de encontrar Cristo ressuscitado. Da mesma forma, o Senhor tem nos sinalizado a respeito de nosso hábito ruim de fugir da verdade, tem nos mostrado que temos mentido. Deixe o galo cantar em sua vida e despertá-lo para o erro da mentira e a abandone.

Falar a verdade, ter uma opinião, tomar decisões, certamente nos definem diante dos outros. Em um mundo preguiçoso que se guia por estereótipos seria muito fácil o enquadrarem como careta, fanático ou louco. Aliás, a própria Palavra de Deus fala deste tratamento que receberemos por causa da nossa fé.
Existe de fato uma pressão para nos amoldar aos padrões do mundo para falar, vestir, agir e pensar.
O nosso desafio é não nos conformarmos com esse estado de coisas:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1-2)

Ser verdadeiro é ser a imagem de Deus, é remar contra a maré, é marcar posição e encarar a realidade. Ser verdadeiro é imitar o padrão, é viver a própria essência do Cristo.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6)

Ser verdadeiro é experimentar o único caminho  pelo qual podemos acessar o Deus pai.


SEJA VERDADEIRO EM NOME DE JESUS!

sábado, 13 de julho de 2013

JONAS – O PROFETA QUE FUGIU DO CHAMADO

E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até a minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir  com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.” (Jonas 1.1-3)

Algumas características negativas marcam a jornada do profeta Jonas. A primeira foi achar que era capaz de fazer o seu próprio destino. Às vezes, a fuga se faz de nossa auto-suficiência, nossa vontade se sobrepondo à vontade de Deus. Deus havia dado uma clara ordenança para o profeta, no entanto, ele decidiu não fazer aquilo que Deus o mandou fazer.
Quantas vezes queremos fazer um projeto e só pedimos para Deus assinar embaixo? Dizemos que estamos fazendo algo de bom e nem consultamos se Ele quer que façamos aquilo. O melhor lugar que existe é no centro da vontade de Deus e foi justamente desse lugar que Jonas fugiu.
Deus nos criou com um propósito específico e o que Ele nos designou fazer Ele não quer que ninguém mais faça. Mas nós nos esquecemos desses princípios e simplesmente queremos ser outra pessoa. Não há nada de errado em se inspirar em alguém, o problema é quando abdicamos daquilo que é nosso para viver a ilusão de sermos outra pessoa.
O que talvez não percebemos a tempo é que Ele vai nos reconduzir para cumprir a sua vontade, no caso de Jonas foi da pior maneira possível, ele lançou uma tempestade no navio em que estava e no final de tudo acabou sendo lançado ao mar e engolido por um peixe. Após três dias o peixe o vomitou aonde Deus o havia designado estar desde o começo. Saiba então que DEUS VAI FAZER A VONTADE DELE NA SUA VIDA, QUEIRA VOCÊ OU NÃO, AGORA SÓ DEPENDE DE VOCÊ COMO ISSO SERÁ FEITO.
No ventre do peixe ele orou a Deus e o Pai eterno lhe deu uma nova chance. Ele então proclamou a destruição da cidade de Nínive durante todo o dia. Como fruto da sua obediência o povo se arrependeu, do mais pobre ao rei buscaram o jejum, o arrependimento e o Senhor resolveu poupar a cidade. Veja a diferença que podemos fazer quando somos submissos ao nosso chamado. No entanto, se continuarmos lendo o livro, veremos que Jonas não ficou satisfeito com o produto do seu trabalho.
No fim do livro é revelado o motivo pelo qual ele havia fugido de Deus:
“E orou ao SENHOR, e disse: Ah! SENHOR! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra?
Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque  melhor me é morrer do que viver.” (Jonas 4.2-3)
Perceba que ele tentou fugir não por medo ou preguiça, mas por que não queria que a sua mensagem salvasse aquela cidade. Ele odiava Nínive, pois era um povo pagão, idólatra, cruel e impiedoso. Ele não queria dar a oportunidade para que eles experimentassem arrependimento e mudança de vida.
Acreditou que seria possível serem condenados e destruídos por Deus se não tivessem essa oportunidade por meio da vida deles.
É isso mesmo, muitas vezes fugimos de nosso chamado não só por egoísmo, mas porque não queremos que outros sejam abençoados por nós, cremos que determinadas pessoas não merecem o perdão de Deus e sua graça salvadora. Pecaram de forma incorrigível, não são dignos desse acesso.
Precisamos repensar nossa ação ministerial e entender que somos canais e que o mesmo trabalho que Deus teve para nos criar e abençoar Ele também teve com essas pessoas. Se pensarmos em merecimento certamente nenhum de nós jamais teria acesso a esse benefício.
Ao final de sua história Jonas ainda receberia uma grande lição de Deus: “E fez o SENHOR Deus nascer uma aboboreira, e ela subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira.
Mas Deus enviou um verme, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou.
E aconteceu que, aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver.
Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte.
E disse o SENHOR: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu. E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão muitos rebanhos e mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir  entre a sua mão direita e a sua mão esquerda?” (Jonas 4.6-11)
Deus fez uma planta que trouxe o benefício da sombra para o profeta, mas durante a noite Ele a destruiu, Jonas então ficou indignado e compadecido da planta. Sendo assim, Deus mostrou a ele que Sua compaixão ia além das coisas e se estendia  às pessoas. Jonas dava mais valor às coisas que lhe traziam algo do que àquelas pessoas perdidas.

O livro termina com uma pergunta de Deus sem resposta. Não por erro gráfico, mas por que certamente essa é uma pergunta que serve para cada um de nós responder hoje. Parafraseando: “Vocês tem compaixão das coisas, por que Eu não posso ter compaixão das pessoas?” Não fuja de responder essa pergunta hoje.

OS FUGITIVOS - Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ELIAS – O PROFETA QUE FUGIU DA OPRESSÃO DO DIABO

Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada.
Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles.
O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo.
Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come.
E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.
E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será  muito longo o caminho.” (1 Reis 19.1-7)

Como que Elias enfrentou os 400 profetas de Baal e correu de uma mulher? Como pode um mesmo coração ser usado por Deus e ser acovardado pelo diabo? Como pode?
Depois de uma grande vitória certamente receberemos ataques do diabo. O que fazemos em Deus vira notícia muito rápido, servirá como testemunho, mas também incomodará o inferno e os carnais. O inferno e os carnais não gostam de ver sua vitória.
É mais fácil tratar com Satanás, mas com os carnais não é tão fácil assim. O mesmo Deus que o forma na faculdade o insere no mercado de trabalho, você precisa confiar Nele em todas as etapas desafiadoras de sua vida. Não podemos relaxar após uma vitória, o diabo jamais descansa.
Por que mensagens da carne e do diabo nos ameaçam tanto? Esquecemos de todas as promessas do Senhor. Talvez por falta de intimidade ou falta de conhecimento da Palavra. A Bíblia tem que
voltar a ser a Palavra de Deus. Palavras vindas da carne e do inferno não podem ter mais poder que a de Jesus.
Por que tememos mais a criação e a criatura do que o criador? Ou confiamos em Deus ou alguma coisa em nós está muito errada. As pessoas de hoje só usam a Palavra quando convém, fala-se de tudo
menos de andar pela fé. Precisamos voltar a viver perseverando na doutrina dos apóstolos. A Bíblia não é para questionar, mas para viver. Ninguém foge daquilo que é a vontade de Deus.
Por que às vezes saímos da cerimônia de vitória e vamos direto para o deserto? “Temendo se levantou.” Só nos levantamos em duas situações: para fazer a vontade de Deus ou fugir dela. Fugir nos dá uma falsa sensação de alívio, mas nunca terá a plena paz no coração. O deserto é lugar de prova, treinamento, tratamento, mas não é lugar para viver um  vencedor. O que você está fazendo no lugar aonde Deus não lhe chamou? A pior derrota é aquela que sofremos de nós mesmos.
Temos que dizer “BASTA!” para o pecado e para o diabo. Dormir e não querer comer não vai resolver o problema, o que resolve é o arrependimento e a  mudança de rota.
Quando levantamos com o Senhor e para Ele é diferente. O diabo sabe, e por isso temos que agir, depois que levantamos precisamos comer e beber os alimentos certos para cumprir a vontade de Deus. Depois da vitória teremos lutas, assim como em uma luta de boxe, o vencedor que ganha o cinturão passa a ser objeto de adversários que sempre o chamarão para lutar, pois querem o seu cinturão.
Sempre haverá alguém querendo desafiá-lo pelo seu título alcançado. Fugir é uma vocação, um ministério e um chamado do diabo e não dos filhos de Deus.
Cuidado com os atalhos, atalhos não diminuem o caminho, pelo contrário, aumentam, pois você em algum momento terá que voltar ao ponto em que desviou para retomar a rota. Se estivermos fora da vontade de Deus não poderemos experimentar Dele.

Precisamos voltar enquanto é tempo! Ouça a voz do anjo, meu irmão!

OS FUGITIVOS - Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

sábado, 6 de julho de 2013

Contando os Nossos Dias


“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. (...) Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias. Salmos 90:12 e 14

Os salmos são normalmente associados ao Rei Davi. Mas o Salmo 90 não foi escrito por ele. Foi escrito por Moisés que viveu aproximadamente 400 anos antes de Davi.

Algumas versões da Sociedade Bíblica dão o seguinte título do salmo 90: “A eternidade de Deus e a transitoriedade do homem”. Gosto desse título! Tiago descreve com clareza essa transitoriedade do ser humano quando faz a seguinte afirmação: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” Tiago 4:14. 

Eu não sei quantos dias ainda vou viver nessa terra e já aprendi que durante a minha vida não posso escolher as lutas e as dificuldades pelas quais vou passar. Por isso me alegro com o verso 12 do salmo 90 quando Moisés pede:“Ensina-nos a contar os nossos dias”.

Que bom que Moisés tenha feito o seu pedido no plural “ensina-NOS”. Eu também me incluo nessa petição. 

Moisés viveu aproximadamente 43.800 dias, mas não creio que foi esse tipo de conta que ele queria aprender. Creio que Moisés estava de fato pedindo a Deus que o ensinasse a reconhecer as bênçãos e as responsabilidades de cada dia. E o propósito disso tudo era “para que alcancemos corações sábios”. Aparentemente Moisés estabeleceu esse como sendo o alvo fundamental para a sua existência: alcançar um coração sábio.

Diante da realidade que a vida nos apresenta (desafios; perguntas; lutas; confusões), buscamos a orientação de Deus para que então possamos discernir (ter a sabedoria de) como e quando agir.

No verso 14 Moisés continua: “Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias”.

A mais profunda fonte de satisfação do crente é a benignidade de Deus. É amor que nunca falha! Em Isaias 54.10 Deus confirma essa verdade quando diz: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti”.

Ao contarmos o dia de hoje reconheçamos que “Esse é o dia que o Senhor nos fez. Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!”

Bispo João Carlos

sexta-feira, 5 de julho de 2013

MOISÉS – O LÍDER QUE FUGIU DA RESPONSABILIDADE

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para  as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um  hebreu, homem de seus irmãos. E olhou a um e a outro lado e, vendo que não  havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia. E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres a teu próximo? O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto. Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face  de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço. “ (Êxodo 2.11-15)11

Moisés ainda jovem vivia as regalias de ser o filho adotivo da filha do Faraó. Debaixo desta perspectiva, em determinado momento, ele sentiu que poderia fazer  o que quisesse, que poderia ser o advogado, o juiz e o executor da sentença. Ao ver que um hebreu estava sendo hostilizado por um Egípcio, o seu sangue falou mais alto e ele matou aquele homem. Ao perceber a besteira que fez, ele simplesmente escondeu o corpo na areia do deserto crendo que ficaria impune. No entanto, a notícia se espalhou e o Faraó pediu a cabeça dele, e diante da ameaça, fugiu. 

Não são poucas as vezes que achamos que podemos fazer o quiser de nossas vidas, achamos que somos donos dela, que temos que vivê-la conforme  nossa vontade e entendimento, aí habitam todos os males. Gostamos das travessuras da vida, mas não de suas consequências. Fugimos de nossas responsabilidades. Foi o que Moisés fez ao tentar esconder o corpo  do homem que ele assassinou, tentamos esconder as nossas irresponsabilidades. 

Em algum momento aquilo que escondemos é trazido à luz, somos expostos e aí tudo fica mais complicado. Procure resolver as trapalhadas antes que você seja exposto. 
Ao assumirmos o que somos, precisamos entender que para toda ação na Terra existe uma reação. Que nós temos sim que medir a  proporção dos nossos atos de tal maneira que estes produzam bons frutos. Ser responsável é ser capaz de responder pelos seus atos. Responda por suas atitudes, amados. Como tem sido o seu comportamento quando tem que dar satisfação do que você fez. Que tipo de relatório você tem dado para Deus?

OS FUGITIVOS - Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ADÃO – O HOMEM QUE FUGIU POR VERGONHA

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava
no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” (Gênesis 3.1-10)

Adão foi o primeiro homem, o homem original, ele caiu em uma cilada de Satanás e pecou e com isso condenou a si e sua família e toda a humanidade.
Não somente o pecado, mas a atitude gerada por este nos foi herdada, a fuga. Infelizmente é perceptível o quanto resistimos a reconhecer o erro e
encarar o confronto com o pecado.
Podemos dizer que essa ação de fugir começou ali, no Éden, de alguma forma o homem crê que é possível se esconder de Deus, se fechar em algum lugar mágico onde se torna invisível para o Senhor. Puro engano!
Adão não soube lidar com o erro, com o fracasso, ficou envergonhado. Muitos confundem a vergonha com o arrependimento. É um erro muito comum. A vergonha é um movimento de afastamento do problema sem o interesse real de resolvê-lo. É o homem em seu estado natural, fracassei, não posso lidar com esse sentimento, com esta realidade. A vergonha nos move a cobrir o pecado, a maquiá-lo, a mentir. O arrependimento nos leva a mudança de atitude e mentalidade, é tão diferente.
Não se limite a envergonhar do seu pecado, faça mais que isso, confronte-se, deixe o Espírito Santo lhe tratar e mostrar o que precisa ser feito para que
haja mudança. Outra característica da vergonha é tentar mudar o foco da situação, colocando a culpa do problema no outro. Meu amado irmão, já está na hora de assumirmos nossas culpas, de recebermos aquilo que nos pertence e deixar que os outros respondam por si mesmo. No último dia cada um responderá sobre si próprio, portanto, não deixe que a vergonha do pecado o leve a tal atitude, pelo contrário, tenha a grandeza de se expor aos pés da cruz, não despreze o sangue que Jesus verteu por você ali.



OS FUGITIVOS - Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha