terça-feira, 16 de julho de 2013

PEDRO – "O DISCÍPULO QUE FUGIU DA VERDADE "

Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. E Pedro estava da parte de  fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro. Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.” (João 18.15-17).

“E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.
E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele?
E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.” (João 18.25-27)”

Às vezes a fuga não é física, mas espiritual, é o que veremos neste e no próximo capítulo. Pedro seguiu Jesus enquanto Ele era levado preso pelos homens, portanto, em um primeiro  momento ele não fugiu. Na verdade pouco tempo antes falou que jamais abandonaria Jesus, e no Getsêmani chegou a cortar a orelha de um soldado para retardar a captura de Cristo. No entanto, em um determinado momento, cumpriu-se a Palavra de Jesus que previa o momento em que Pedro o negaria três vezes.
Quando ali naquele momento tão delicado, foi questionado a respeito de quem era e foi reconhecido como um dos seguidores do messias, Pedro não titubeou: falou que não era ele, que nada tinha a ver com o Salvador.

Da mesma forma em várias situações somos instados a mentir, a fugir da verdade por medo de sermos reconhecidos como cristãos, como seguidores do Messias. O que muitas vezes esquecemos que a Palavra fala de quem é o pai da mentira, quem realmente se beneficia com ela:

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8.44)

Para o diabo, trabalhar com a mentira é um caminho mais fácil, para nos afastar de Deus. A mentira não é autossustentável e por isso precisa sempre de uma nova e maior, é uma espécie de ciclo vicioso, abismo chama abismo. Quando você menos percebe está preso em um emaranhado de intrigas e farsas que dificilmente sairá sem se machucar e  machucar a outros.
No trabalho, na escola, em casa, não queremos ser medidos e vigiados, queremos viver à vontade, sem sermos julgados ou analisados. É sabido que quando sabem que somos crentes, somos olhados de outra forma, somos cobrados a termos uma postura diferente. Por isso, às vezes, nos acovardamos e escondemos nossa identidade.

Diz a Bíblia que quando Pedro negou pela última vez que era seguidor de Cristo, conforme Jesus havia previsto, o galo cantou e ele lembrou da palavra do mestre dizendo que o negaria. Diz a Bíblia que Pedro chorou amargamente. Sua vida só voltaria ao normal depois de encontrar Cristo ressuscitado. Da mesma forma, o Senhor tem nos sinalizado a respeito de nosso hábito ruim de fugir da verdade, tem nos mostrado que temos mentido. Deixe o galo cantar em sua vida e despertá-lo para o erro da mentira e a abandone.

Falar a verdade, ter uma opinião, tomar decisões, certamente nos definem diante dos outros. Em um mundo preguiçoso que se guia por estereótipos seria muito fácil o enquadrarem como careta, fanático ou louco. Aliás, a própria Palavra de Deus fala deste tratamento que receberemos por causa da nossa fé.
Existe de fato uma pressão para nos amoldar aos padrões do mundo para falar, vestir, agir e pensar.
O nosso desafio é não nos conformarmos com esse estado de coisas:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1-2)

Ser verdadeiro é ser a imagem de Deus, é remar contra a maré, é marcar posição e encarar a realidade. Ser verdadeiro é imitar o padrão, é viver a própria essência do Cristo.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6)

Ser verdadeiro é experimentar o único caminho  pelo qual podemos acessar o Deus pai.


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